Arte, cultura e gastronomia sergipana são evidenciadas no 27º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA) que teve início nesta quinta-feira, 31 de agosto, e segue até este sábado, 2 de setembro, no Centro de Convenções AM Malls, localizado na avenida Tancredo Neves, em Aracaju. Por intermédio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), 13 artesãos e seis comerciantes foram selecionados via edital de nº 02/2023 para exposição e comercialização durante o evento, que conta com profissionais da medicina reprodutiva do Brasil e de outros lugares do mundo para compartilhamento de conhecimentos e experiências inovadoras na área.
O artesanato e a economia solidária do estado têm ganhado ainda mais notoriedade em eventos promovidos ou apoiados pelo Governo de Sergipe, a exemplo dos espaços de exposição e comercialização durante as edições itinerantes do ‘Sergipe é aqui’, dos festejos juninos e em feiras estaduais e nacionais. Na estrutura organizacional da Seteem, tanto o artesanato quanto a economia solidária ganham destaque enquanto setores específicos com desenvolvimento de ações estratégicas direcionadas ao fortalecimento das produções artesanais sergipanas.
“O artesanato sergipano está ocupando o lugar que, de fato, é dele; independentemente de qual seja o evento, se um congresso de medicina de reprodução assistida ou se um evento fora do estado, é o artesanato sergipano que se apresenta, é a nossa identidade, o nosso sorriso”, ressalta a diretora de Artesanato da Seteem, Daiane Santana.
Segundo Daiane, o trabalho da Secretaria tem ampliado a conquista desses espaços e a valorização dos artesãos e de seus trabalhos. “Sergipe tem essa riqueza natural, e o artesanato, naturalmente, acompanha o processo histórico de Sergipe. Então, estarmos aqui, hoje, neste congresso, representa, mais uma vez, a conquista de um espaço onde a Secretaria, debruçada em planejar e vivificar o artesanato sergipano, se propõe a trazer isso e mostrar para o Brasil inteiro o que nós temos de potencial”, afirma a diretora sobre a oportunidade dos congressistas em experienciar as riquezas do estado durante o evento e levá-las, consigo, como referências locais.
A diretora de Economia Solidária da Seteem, Elayne Araujo, também ressalta que esta é mais uma oportunidade de comercialização e exposição das produções artesanais desenvolvidas em diferentes municípios do estado. “Quando pensamos em economia solidária, pensamos, principalmente, na geração de renda e, também, em mostrar o nosso produto, o produto sergipano, para as pessoas que vêm, experimentam, levam para suas casas, seus estados e além Brasil”, disse.
Com perspectiva de público de aproximadamente 1800 pessoas, a Seteem viabilizou a presença de expositores para comercialização de tipologias do artesanato e de comidas regionais no evento. Crochê, rendendê, pinturas, quadros, esculturas, farinha de mandioca, mel de abelha, castanha, licores, doces caseiros e produtos oriundos da mangaba são alguns dos destaques.
Trabalho e oportunidade
A Associação de Apicultores e Meliponicultores de Campo do Brito (ABAM) foi uma das que marcaram presença no primeiro dia do congresso. “Para nós, é importante trazermos o nosso produto para divulgar e apresentar o nosso trabalho, para que a sociedade possa conhecer aquilo que nós estamos proporcionando de alimento para eles consumirem”, afirma o presidente da associação, Sérgio Farias.
Ativa há cinco meses, a associação do município de Campo do Brito, no agreste sergipano, possui uma média de 17 associados que trabalham com a produção do Mel da Miaba, uma homenagem à Serra da Miaba, ponto histórico da cidade.
“Me sinto feliz pela oportunidade de expor os nossos produtos e espero que essa oportunidade possa se estender para os outros pequenos produtores. Estou agradecido ao Governo do Estado, espero que ele continue abrindo portas para os pequenos empreendedores do nosso estado”, destaca Sérgio.
Além do mel, Campo do Brito, conhecido por seu elevado potencial na produção de farinha de mandioca no estado, também foi representado no congresso pela farinha da Cooperativa de Produção e Economia Solidária da Agricultura Familiar (Coofama). Recentemente, o produto foi destaque no mercado internacional, sendo exportado para o Estados Unidos e impulsionando, ainda mais, a economia local.
Também do agreste sergipano, Maria Cristina da Silva marcou presença no primeiro dia do evento com os produtos da cooperativa que preside, as Castanhas do Carrilho, do povoado Carrilho, em Itabaiana. “Beneficiamos a castanha de caju, agregamos valor. A gente faz ela doce, salgada, apimentada… é uma tradição da minha comunidade há mais de 40 anos. A produção é artesanal, são 20 famílias envolvidas dentro da cooperativa, é o que a gente sabe fazer”, conta.
Para Cristina, participar do evento enquanto expositora é uma ótima oportunidade. “Estar aqui com produtos que representam Sergipe… muito orgulho pra gente, né? A gente fica feliz e agradece a oportunidade de mostrar para várias pessoas de fora do nosso estado a cultura econômica da minha comunidade que é tão pequena, mas que tem um potencial tão grande”, afirma.
Além de gerar visibilidade e geração de renda extra, a exposição e comercialização de produtos no congresso também é uma oportunidade de reencontros marcados pela arte. A médica ginecologista Ildete Caldas esteve no congresso durante esta quinta-feira, 31, e encontrou o pintor sergipano Tintiliano, do município de Propriá. “Meu primeiro encontro com ele foi porque eu queria fazer uma foto do Parreiras Horta, aí achei que a fotografia não ia retratar bem, então fui atrás de Tintiliano. Ele fez um quadro que tem toda a fachada do Parreiras Horta. Esse quadro, hoje, é da Academia Sergipana de Medicina”, relata
Admiradora da arte, ela aproveitou para ressaltar a importância da exposição desses artistas durante o 27º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida. “Quem não guarda os valores da sua terra não tem história, e a história é que valoriza o nosso ser, senão nós seríamos soltos no mundo. Então aqui nós estamos com a nossa história, com o nosso folclore, com a nossa cultura. Isso é valorização humana”, destaca.
Tintiliano se reconhece como pintor desde que era criança. “Comecei garoto. A gente começa brincando”, disse. Do município de Propriá, ele conta que vendia seus trabalhos em festas da cidade e chegou à capital sergipana por volta dos anos 90. Sobre a sua participação enquanto expositor no congresso, ele reafirma a importância do apoio e visibilidade promovida pelo governo por intermédio da Seteem. “É muito importante, uma oportunidade maravilhosa para a gente mostrar o nosso trabalho. E é um congresso que recebe pessoas de tudo que é parte do Brasil. A gente só tem a agradecer”, finaliza.
Além de Tintiliano, o artista plástico Felipe Leite também levou suas obras de arte para venda e exposição. Do município de Estância, Felipe conta que começou a desenhar quando ainda era pequeno, assim como Tintiliano, e foi se aperfeiçoando com o tempo. Agora, desenvolve a técnica do hiper-realismo. “A arte nos proporciona momentos bons, faz a gente esquecer dos problemas da vida. Sem a arte, eu não sei o que seria Eu vivo pela arte”, afirma. Para ele, a participação no evento é gratificante e honrosa. “Eu vejo que estou alcançando meus objetivos, cada vez mais”.
Congresso
O 27º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA) é uma realização da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e possui uma programação de palestras nacionais e internacionais sobre as inovações e atualizações no âmbito da medicina reprodutiva. Expositores e comerciantes selecionados via edital lançado pela Seteem estarão no evento, ao longo de toda a programação, que se encerrará neste sábado, 2 de setembro.
Arte, cultura e gastronomia sergipana são evidenciadas no 27º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA) que teve início nesta quinta-feira, 31 de agosto, e segue até este sábado, 2 de setembro, no Centro de Convenções AM Malls, localizado na avenida Tancredo Neves, em Aracaju. Por intermédio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), 13 artesãos e seis comerciantes foram selecionados via edital de nº 02/2023 para exposição e comercialização durante o evento, que conta com profissionais da medicina reprodutiva do Brasil e de outros lugares do mundo para compartilhamento de conhecimentos e experiências inovadoras na área.
O artesanato e a economia solidária do estado têm ganhado ainda mais notoriedade em eventos promovidos ou apoiados pelo Governo de Sergipe, a exemplo dos espaços de exposição e comercialização durante as edições itinerantes do ‘Sergipe é aqui’, dos festejos juninos e em feiras estaduais e nacionais. Na estrutura organizacional da Seteem, tanto o artesanato quanto a economia solidária ganham destaque enquanto setores específicos com desenvolvimento de ações estratégicas direcionadas ao fortalecimento das produções artesanais sergipanas.
“O artesanato sergipano está ocupando o lugar que, de fato, é dele; independentemente de qual seja o evento, se um congresso de medicina de reprodução assistida ou se um evento fora do estado, é o artesanato sergipano que se apresenta, é a nossa identidade, o nosso sorriso”, ressalta a diretora de Artesanato da Seteem, Daiane Santana.
Segundo Daiane, o trabalho da Secretaria tem ampliado a conquista desses espaços e a valorização dos artesãos e de seus trabalhos. “Sergipe tem essa riqueza natural, e o artesanato, naturalmente, acompanha o processo histórico de Sergipe. Então, estarmos aqui, hoje, neste congresso, representa, mais uma vez, a conquista de um espaço onde a Secretaria, debruçada em planejar e vivificar o artesanato sergipano, se propõe a trazer isso e mostrar para o Brasil inteiro o que nós temos de potencial”, afirma a diretora sobre a oportunidade dos congressistas em experienciar as riquezas do estado durante o evento e levá-las, consigo, como referências locais.
A diretora de Economia Solidária da Seteem, Elayne Araujo, também ressalta que esta é mais uma oportunidade de comercialização e exposição das produções artesanais desenvolvidas em diferentes municípios do estado. “Quando pensamos em economia solidária, pensamos, principalmente, na geração de renda e, também, em mostrar o nosso produto, o produto sergipano, para as pessoas que vêm, experimentam, levam para suas casas, seus estados e além Brasil”, disse.
Com perspectiva de público de aproximadamente 1800 pessoas, a Seteem viabilizou a presença de expositores para comercialização de tipologias do artesanato e de comidas regionais no evento. Crochê, rendendê, pinturas, quadros, esculturas, farinha de mandioca, mel de abelha, castanha, licores, doces caseiros e produtos oriundos da mangaba são alguns dos destaques.
Trabalho e oportunidade
A Associação de Apicultores e Meliponicultores de Campo do Brito (ABAM) foi uma das que marcaram presença no primeiro dia do congresso. “Para nós, é importante trazermos o nosso produto para divulgar e apresentar o nosso trabalho, para que a sociedade possa conhecer aquilo que nós estamos proporcionando de alimento para eles consumirem”, afirma o presidente da associação, Sérgio Farias.
Ativa há cinco meses, a associação do município de Campo do Brito, no agreste sergipano, possui uma média de 17 associados que trabalham com a produção do Mel da Miaba, uma homenagem à Serra da Miaba, ponto histórico da cidade.
“Me sinto feliz pela oportunidade de expor os nossos produtos e espero que essa oportunidade possa se estender para os outros pequenos produtores. Estou agradecido ao Governo do Estado, espero que ele continue abrindo portas para os pequenos empreendedores do nosso estado”, destaca Sérgio.
Além do mel, Campo do Brito, conhecido por seu elevado potencial na produção de farinha de mandioca no estado, também foi representado no congresso pela farinha da Cooperativa de Produção e Economia Solidária da Agricultura Familiar (Coofama). Recentemente, o produto foi destaque no mercado internacional, sendo exportado para o Estados Unidos e impulsionando, ainda mais, a economia local.
Também do agreste sergipano, Maria Cristina da Silva marcou presença no primeiro dia do evento com os produtos da cooperativa que preside, as Castanhas do Carrilho, do povoado Carrilho, em Itabaiana. “Beneficiamos a castanha de caju, agregamos valor. A gente faz ela doce, salgada, apimentada… é uma tradição da minha comunidade há mais de 40 anos. A produção é artesanal, são 20 famílias envolvidas dentro da cooperativa, é o que a gente sabe fazer”, conta.
Para Cristina, participar do evento enquanto expositora é uma ótima oportunidade. “Estar aqui com produtos que representam Sergipe… muito orgulho pra gente, né? A gente fica feliz e agradece a oportunidade de mostrar para várias pessoas de fora do nosso estado a cultura econômica da minha comunidade que é tão pequena, mas que tem um potencial tão grande”, afirma.
Além de gerar visibilidade e geração de renda extra, a exposição e comercialização de produtos no congresso também é uma oportunidade de reencontros marcados pela arte. A médica ginecologista Ildete Caldas esteve no congresso durante esta quinta-feira, 31, e encontrou o pintor sergipano Tintiliano, do município de Propriá. “Meu primeiro encontro com ele foi porque eu queria fazer uma foto do Parreiras Horta, aí achei que a fotografia não ia retratar bem, então fui atrás de Tintiliano. Ele fez um quadro que tem toda a fachada do Parreiras Horta. Esse quadro, hoje, é da Academia Sergipana de Medicina”, relata
Admiradora da arte, ela aproveitou para ressaltar a importância da exposição desses artistas durante o 27º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida. “Quem não guarda os valores da sua terra não tem história, e a história é que valoriza o nosso ser, senão nós seríamos soltos no mundo. Então aqui nós estamos com a nossa história, com o nosso folclore, com a nossa cultura. Isso é valorização humana”, destaca.
Tintiliano se reconhece como pintor desde que era criança. “Comecei garoto. A gente começa brincando”, disse. Do município de Propriá, ele conta que vendia seus trabalhos em festas da cidade e chegou à capital sergipana por volta dos anos 90. Sobre a sua participação enquanto expositor no congresso, ele reafirma a importância do apoio e visibilidade promovida pelo governo por intermédio da Seteem. “É muito importante, uma oportunidade maravilhosa para a gente mostrar o nosso trabalho. E é um congresso que recebe pessoas de tudo que é parte do Brasil. A gente só tem a agradecer”, finaliza.
Além de Tintiliano, o artista plástico Felipe Leite também levou suas obras de arte para venda e exposição. Do município de Estância, Felipe conta que começou a desenhar quando ainda era pequeno, assim como Tintiliano, e foi se aperfeiçoando com o tempo. Agora, desenvolve a técnica do hiper-realismo. “A arte nos proporciona momentos bons, faz a gente esquecer dos problemas da vida. Sem a arte, eu não sei o que seria Eu vivo pela arte”, afirma. Para ele, a participação no evento é gratificante e honrosa. “Eu vejo que estou alcançando meus objetivos, cada vez mais”.
Congresso
O 27º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA) é uma realização da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e possui uma programação de palestras nacionais e internacionais sobre as inovações e atualizações no âmbito da medicina reprodutiva. Expositores e comerciantes selecionados via edital lançado pela Seteem estarão no evento, ao longo de toda a programação, que se encerrará neste sábado, 2 de setembro.